
É comum que casos de infertilidade sejam notados quando a mulher ultrapassa os 35 ou 40 anos de idade, visto que a produção hormonal e quantidade de óvulos vai diminuindo ao longo do tempo, levando a menopausa. Por isso, mulheres na idade reprodutiva que ainda não desejam ter filhos procuram formas de ainda ter essa opção quando ficarem mais velhas.
Como funciona o congelamento de óvulos?
O congelamento de óvulos é uma das técnicas de preservação da fertilidade mais recomendadas, pois permite adiar a capacidade reprodutiva de uma mulher o tempo que ela desejar, possibilitando, assim, que mulheres podem atingir a maturidade sem experimentar uma diminuição significativa na capacidade para conceber no futuro.
Muitos são os fatores envolvidos na decisão de adiar a maternidade como, por exemplo, atingir a estabilidade profissional, aguardar um relacionamento estável ou a incerteza momentânea sobre o desejo de ser mãe.
Além disso, a técnica também é recomendada para pacientes que têm casos familiares de Menopausa Precoce e sinais indicativos de que possa estar o com risco familiar presente, oferecendo a possibilidade de preservar as chances de engravidar.
Para a realização da técnica, é necessário que a paciente passe por um processo similar ao que é realizado para a fertilização in vitro. Assim, os ovários serão estimulados, coletados e encaminhados para o laboratório, para lá serem desidratados e congelados pela vitrificação.
Com óvulos congelados, as taxas de gravidez são em torno de 55% por tentativa, sendo o ideal que o congelamento seja feito até os 38 anos, quando as taxas de gravidez são melhores. O procedimento permite que, mesmo tentando a gravidez após os 40 anos, a chance de gravidez permaneça a mesma da época que os óvulos foram congelados.
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