
Uma doença considerada comum por atingir muitas mulheres, a Síndrome dos Ovários Policísticos é uma síndrome que envolve uma desordem metabólica e as suas causas ainda não estão bem esclarecida. A porcentagem daquelas que sofrem com a síndrome chega entre 5 a 10% das mulheres no menacme.
A Síndrome dos Ovários Policísticos tem relação com a Infertilidade?
Clinicamente, mulheres que sofrem com essa doença costumam apresentar alguns sintomas comuns, como hiperandrogenismo, caracterizado pela acne, hirsutismo, aumento da massa muscular e alopecia androgenética; hiperinsulinemia, com obesidade em 60% dos casos; disfunção ovulatória, como anovulação, atrofia ou hiperplasia endometrial; e disfunção metabólica, com aumento da reatividade vascular, metabolismo dos lipídios e aumento dos ácidos graxos livres.
A resistência a insulina aumenta em 10 vezes o risco destas pacientes desenvolverem diabetes mellitus, causa infertilidade com o aumento da taxa de abortamento e aumenta o risco de doenças cardiovasculares, tudo isso de acordo com uma pesquisa recente de profissionais especializados na área.
Quais os tratamentos para mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos?
O tratamento tem seus objetivos baseados nos achados clínicos, e aumentar a fertilidade é um deles, já que muitas mulheres sofrem por não poder realizar o seu sonho de ter filhos. As recomendações estão fundamentadas em propor a perda de peso com dieta e atividade física, rastrear a diabetes e intolerância a carboidratos e buscar fatores de riscos cardiovasculares, como hipertensão arterial, tabagismo, dislipidemia, historia familiar.
Medicamentos sensibilizadores de insulina podem ser bem empregados neste perfil de paciente e mantidos com segurança durante a gestação, sempre acompanhado de observação médica. Outro medicamento importante é o contraceptivo, que é utilizado para restabelecimento do ciclo menstrual.
Para mulheres que desejam ter filhos, os indutores da ovulação são sugeridos para se obter ciclos ovulatórios e possibilitar a gestação. Em alguns casos, gonadotrofinas, medicamentos hormonais injetáveis, são utilizados para tratamentos de coito programado, inseminação intra útero ou fertilização in vitro, mediante indicação médica de um profissional de medicina reprodutiva.
O tratamento a ser realizado tem que se adaptar as necessidades, os sintomas e as situações específicas de cada mulher, para entregar os resultados que cada uma busca e alcançar a satisfação do caso.






